Bem, instinto humano básico é o nome chique que se dá à famosa leseira que se sente depois de uma mini-férias de 4 dias. Bons dias vividos suavemente, dormindo até acordar e comendo quando vinha a fome. Tardes regadas com atividades leves e escolhidas ao acaso. Dormir na hora em que o sono aparecesse. Tudo lindo, até que – no dia seguinte – você está sentado novamente em frente ao computador, numa sala branca e fria, catatônico e com a sensação clara de que todos os seus neurônios foram congelados desde a última vez em que teve que pensar produtivamente. Agora, já não tem a menor idéia do que você fazia na última vez em que esteve sentado na cadeira de trabalho. Aliás, sente até que esta cadeira nunca foi sua. Foi, é? Sim, foi – responde seu superior imediato (chefe é muito feio de escrever, né?). E então, você é acordado do transe.
Todo preguiça deságua num mar de tédio, aonde é preciso nadar com braçadas generosas para conseguir vencer a maré e apoderar-se novamente do fiel trabalhador que habitava seu corpo até dias atrás. Demora, é martirizante. Você sente fome, sono, cansaço, raiva e por aí vai.
Isso me faz lembrar de uma frase do Mário Quintana: “A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.” E é isso, com insistência, uma hora a roda volta a girar.
Até para escrever foi difícil, foi de soquinho, sabe? Ficou péssimo. Culpa da preguiça.

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