segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Cai a chuva


Chovia torrencialmente e eu tinha uma listinha de aproximadamente 100 tarefas para cumprir em uma hora. Titubeei, mas resolvi encarar. Bem hoje que minhas pernas estão esmigalhadas pelo treino na academia. Ontem dei tudo de mim nos exercícios, mas eu mal imaginava que hoje eu correria a meia maratona do interior paulista.

Molhei muito e corri muito. Várias modalidades. Treino de explosão na corrida de curta distância (de um toldo de loja para outro), resistência (quando não havia lojas com toldo no quarteirão) e salto em distância (para vencer as enxurradas). Tudo isso sem equipamento adequado, obviamente. Eu calçava botas e vestia jeans.

Até pensei em comprar um guarda-chuva, uma capa ou uma sombrinha de oncinha (bem feminina), mas comprar essas coisas em dia de chuva é igual a comprar água no deserto – ou não tem, ou vale ouro. Lei da oferta e da procura. Capitalismo selvagem. O pessoal discorre bastante sobre isso nos dias atuais.

Eu particularmente odeio tomar chuva. Vejo várias fotos comerciais onde o pessoal toma chuva sorrindo, feliz da vida e com brilho nos olhos. Que coisa mais chata, gente! Pura propaganda enganosa. Você se molha toda e tem que seguir para o compromisso seguinte parecendo que saiu da máquina de lavar. Porque, vamos combinar, a gente nunca está andando na rua desprevenido, com pressa e pensa: Humm, bem que eu podia tomar uma banho de chuva agora, né? Ou então, você está quentinho dentro da sua casa, começa o temporal e você vai lá para fora para se molhar? Nunca vi isso. Por isso que eu sempre digo que ainda não vi de tudo nessa vida.

O importante é que entre ensopados e respingados salvaram-se todos. Agora vou encarar o restante do dia de trabalho, com as meias molhadas e a calça encharcada até os joelhos. E a vida continua.

Até mais!

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