Chega de razão, quero emoção! Quero tirar os pés do chão, elevar os pensamentos às nuvens, jogar meu coração nas estrelas. Não quero caminhos já percorridos, quero trilhar os meus. Sem lógicas, nada de retidão. Quero coordenadas curvilíenas, cilíndricas. Esféricas se for preciso! Falando nisso, não quero mais a engenharia! Quero a pintura, a música, a moda, a dança e a arte. Chega de roteiros complexos. Quero reinventar minha vida, com mais cor, luz, brilho e ação. Não quero escrever críticas ou crônicas. Também não quero silenciar, mas quero colocar nas palavras a amplitude da minha alma. Quero um conto de fadas.
Quero paixão! E se for em vão, que seja pra recordar. E falando em recordar, não quero mais o passado, nem mesmo escrever o futuro. Quero o agora, sem projetos. Deixar o vento me levar, pular no horizonte, buscar o calor do sol ou o mistério do luar. Tanto faz!
Chega de exatidão, quero ser imprecisa. Quero errar em todos os cálculos. Quero ser irreal, impalpável. Abstrata! Chega de conceitos, moldes e padrões. Quero a leveza do inusitado, a magia do improviso. Quero desacorrentar a alma, quebrar todos os paradigmas. É época de redenção.
Não quero a terra, quero fogo e ar. Ou então o mar. Chega de mesquinhez, quero grandeza - de espírito. Não quero beleza, quero conteúdo. Não quero olhar pra mim, chega de mim. Não quero ser minha. Quero pertencer aos outros, ao mundo - ao infinito.
Não quero ser adulta. Nem criança! Quero transitar livremente pelas idades. Quero romper as barreiras do tempo, quebrar meu relógio. Quero liberdade! Quero o meu tempo! Também não quero ser forte. Quero ser frágil, como uma flor. Um girassol talvez.
Não quero ser adulta. Nem criança! Quero transitar livremente pelas idades. Quero romper as barreiras do tempo, quebrar meu relógio. Quero liberdade! Quero o meu tempo! Também não quero ser forte. Quero ser frágil, como uma flor. Um girassol talvez.

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